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Imagem dividida entre dois caminhos. Ao centro, uma pessoa com mochila segura um celular diante de placas que apontam para “Autonomia” e “Dependência”. À esquerda, um cenário claro e natural represent
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Tecnologia cria mais autonomia ou mais dependência?

2 min 7 seg de leitura

Vi um vídeo no Instagram que despertou uma reflexão importante até que ponto a tecnologia nos torna mais autônomos e em que momento ela começa a nos tornar dependentes?

Celulares, internet, Inteligência Artificial, Zoom, Teams, transcrição automática, tradução em tempo real, Waze.

Não há dúvidas de que a tecnologia expandiu nossas capacidades. Ela encurtou caminhos, acelerou tarefas e nos permitiu fazer coisas que antes exigiam muito mais tempo, esforço e conhecimento.

Mas, enquanto ela amplia nossas capacidades, será que também estamos deixando de desenvolver algumas delas?

Hoje já não decoramos números de telefone. Não precisamos anotar uma reunião porque a IA faz isso. Não precisamos resumir um texto, traduzir um idioma, memorizar um caminho ou até pesquisar profundamente um assunto. Tudo parece mais fácil.

O problema é que existe uma diferença entre delegar uma tarefa e terceirizar uma capacidade.

Quando deixamos de exercitar uma habilidade por muito tempo, ela enfraquece. E então surge uma pergunta incômoda, Se a tecnologia falhar, o que sobra de nós?

Eu ainda sei os números de emergência de cabeça?

Consigo chegar a um lugar sem depender do Waze?

Sou capaz de identificar os pontos mais importantes de uma reunião sem precisar de uma IA?

Consigo interpretar um texto complexo sem pedir que alguém ou alguma inteligência artificial pense por mim?

Vivemos esse movimento com os smartphones. Eles deixaram de ser apenas dispositivos e passaram a armazenar nossa memória, nossas conversas, nossas fotografias, nossos compromissos e boa parte da nossa identidade digital. Hoje, perder o celular parece quase perder uma parte de nós.

Agora estamos vivendo uma transformação semelhante com a Inteligência Artificial. Assim como o smartphone mudou a forma como vivemos, a IA está mudando a forma como pensamos, aprendemos e trabalhamos.

A questão não é usar ou não usar IA. Ela veio para ficar.

A questão é outra estamos usando a IA para ampliar nossa inteligência ou estamos deixando que ela substitua nossa capacidade de pensar?

O maior desafio desta geração não seja aprender a usar a tecnologia, mas continuar exercitando aquilo que nos torna humanos.

Estudar. Ler. Escrever. Memorizar. Conversar olhando nos olhos. Fazer anotações. Errar. Pensar. Comer sem olhar para uma tela. Ouvir o silêncio e não pensar em nada. Estar verdadeiramente presente.

Pensar sobre autonomia é entender que ela não significa fazer tudo sozinho. É poder continuar sendo capaz de fazer, quando a tecnologia não puder fazer por você.

"Tecnologia responsável é aquela que amplia a autonomia, e não a dependência”

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  • #qualidadedesoftware
  • #vidadigital
  • #QA
  • #tecnologiaresponsavel

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